Geodiversidade e Biodiversidade dos Substratos Plataformais

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 A plataforma continental na região norte-nordeste do Brasil esteve exposta sub-aereamente a maior parte do tempo,  tendo em vista que a quebra da plataforma continental nesta região é extremamente rasa (45-60 m de profundidade). Apenas durante breves intervalos de tempo, como nos dias atuais, esta plataforma esteve completamente inundada. Presentemente a maior parte da plataforma continental é recoberta por sedimentos cuja distribuição é controlada pela fisiografia herdada de um longo período de exposição, pelos aportes fluviais, e pela acumulação in situ das partes duras de organismos marinhos e ação de agentes marinhos (ondas e correntes). As diferenças nas caracteristicas sedimentares exercem uma influência direta, na densidade, biomassa, distribuição e diversidade das comunidades bentônicas. Este compartimento bentônico interage com o compartimento pelágico e vice-versa. O aumento de CO2 nos oceanos, ao afetar o processo de  calcificação em organismos marinhos pode afetar a estrutura das comunidades bentônicas nas regiões plataformais, principalmente considerando-se o cenário atual de crescentes pressões antropogênicas nesses ambientes.  Um grande obstáculo a compreensão destes impactos é a ausência de mapas de habitats bentônicos e comunidades associadas, particularmente na região norte-nordeste do Brasil. Tais mapas constituem uma poderosa ferramenta que permitirá a cientistas e gestores compreender a distribuição de recursos vivos e não-vivos no assoalho marinho bem como monitorar os efeitos das mudanças climáticas, a extensão e efeito da poluição por nutrientes e contaminantes, a implantação de reservas marinhas e obras de engenharia e a explotação de granulados marinhos para recuperação de praias. 

Objetivo Principal: avaliar a heterogeneidade espacial dos substratos plataformais da região norte-nordeste do Brasil, sua geodiversidade e biodiversidade e de que maneira estes aspectos são controlados pelas forçantes oceanográficas, suprimento de sedimentos e história evolutiva. 

Coordenadores: Helenice Vital (UFRN), José Maria Landim Dominguez (UFBA), e Alex Bastos (UFES)

Abordagem Metodológica: imageamento (ROV), levantamentos sonográficos (batimetria, chirp, boomer, sparker), SIG, coleta de amostras de sedimento e bentos, determinação de taxas de sedimentação.